Lote 55 – Dorothy Stang: Marcada para Morrer

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São duas as linhas narrativas. O julgamento do assassinato e a vida de Dorothy antes do crime.

Amazônia, 2006. Recém-chegada na procuradoria de Belém, a advogada Elenise cai de paraquedas na investigação do assassinato de Dorothy Stang. Os dois homens que executaram a missionária são presos, mas silenciam sobre os mandantes. A imprensa coloca pressão sobre o julgamento.

No tribunal, o advogado dos assassinos tenta arranhar a imagem de Dorothy, afirmando que a irmã andava armada e buscava favorecer interesses estrangeiros na Amazônia. Elenise viaja à cena do crime para ouvir pessoas próximas à vítima, com intenção de remontar o quebra-cabeça do crime e descobrir quem, de fato, era Dorothy Stang.

Os depoimentos nos levam a 2004, um ano antes do crime. Em Anapu, um dos lugares mais perigosos da Amazônia, Dorothy consegue regularizar o lote 55, território cobiçado pela máfia de exploração ilegal de madeira. Ameaçada de morte, a freira é aconselhada a ingressar no programa de testemunhas, mas para isso ela precisa sair de Anapu, o que ela recusa.

Dorothy aposta nas vias oficiais para denunciar a máfia, mas as instituições estão corrompidas. Ela quer construir o assentamento por vias pacíficas, caminho contrário ao que pensa o aliado Marivelton, que defende que o grupo use armas para se proteger.

A polícia, controlada pela máfia, culpa Dorothy por um assassinato. Assumindo riscos, a irmã gera incômodo no Vaticano ao insistir na sua luta e defender, como na espiritualidade indígena, que a terra é de todos.

No tribunal, Elenise corre contra o tempo para encontrar uma testemunha-chave, e seu chefe, o procurador Edson, titubeia quando recebe ameaças na escola da filha. Elenise tenta convencer um dos assassinos, Reyfran, a colaborar. Mas, para isso, ela precisa enfrentar traumas do passado e agir fora dos procedimentos judiciais. O assassino se torna um aliado improvável e revela detalhes importantes do dia do crime.

Dorothy aceita dormir na casa de um dos assentados, Vicente, sem saber que ele foi infiltrado por Bida e Taradão, dois chefes da máfia, os mandantes do crime. Na manhã seguinte, 12 de Fevereiro de 2005, vítima de uma emboscada, ela é assassinada.

Com as provas encontradas por Elenise, o tribunal dá a sentença condenatória: os mandantes são presos. Após o julgamento, porém, a advogada tem indícios de que Bida e Taradão são apenas peças de um tabuleiro maior…